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Ciência & Tecnologia

Análise de tremores detectados por sonda da Nasa revela anatomia do interior de Marte

Núcleo do "planeta vermelho" é formado por ferro e níquel, com elementos mais leves como enxofre, oxigênio, carbono e hidrogênio

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sonda InSight, da Nasa, revelou detalhes do interior de Marte por meio da análise de dados gerados por ondas sísmicas de terremotos. As descobertas ajudaram cientistas a entender sobre o que existe abaixo da superfície do "planeta vermelho", e os estudos divulgados na quinta-feira (22) confirmaram que o centro de Marte é derretido, com um grande núcleo de metal líquido, conforme informações divulgadas pela agência Reuters.  

A missão da InSight, que aterrissou em 2018, é desbravar profundamente o interior do planeta, possibilitando a análise da espessura da crosta, do manto e do núcleo marciano. A sonda já detectou mais de 700 tremores, sendo a maioria considerados moderados. 

De acordo com os cientistas, as ondas geradas pelos tremores têm variações de velocidade e tamanho ao atravessarem as diferentes composições que existem dentro do planeta. Conforme os dados do sismógrafo, mais de 30 tremores possibilitaram que o foco da investigação estivesse no interior de Marte. 

A camada geológica que fica no centro, também chamada de núcleo, tem 3.660 quilômetros de diâmetro. A dimensão é maior do que os cientistas esperavam, e o interior é menos denso.

A análise dos dados da InSight indica que o núcleo é formado por ferro e níquel, com elementos mais leves como enxofre, oxigênio, carbono e hidrogênio. Esses resultados fornecem uma estrutura preliminar de Marte que ajuda a restringir as diferentes teorias que explicam a química e a dinâmica interna do local.

Conforme o geofísico planetário e principal investigador da missão, Bruce Banerdt, do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, pela primeira vez as descobertas permitiram conhecimento das dimensões dos blocos fundamentais de Marte. 

— Antes disso, tudo o que tínhamos eram comparações com a Terra, cálculos teóricos e inferências indiretas de outras observações como vestígios de isótopos químicos de meteoritos marcianos — explicou.

Fonte/Créditos: GZH Ciência e Tecnologia

Créditos (Imagem de capa): Reprodução

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